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7 de julho de 2014

Escola no Quebec


A educação é uma prioridade para Québec. O ensino quebequense, que é de elevadíssima qualidade, está estruturado em quatro níveis, a saber:

  • o "primaire" (cujos alunos têm em média de 6 a 11 anos de idade), 
  • o "secondaire" (de 12 a 14 anos), 
  • o "collégial" (de 17 a 18 anos) 
  • e o "universitaire" (a partir dos 18 anos). 
O ensino público no Québec é gratuito a partir do "primaire" até a conclusão do o "collégial".

Sistema de ensino

Québec oferece um notório sistema de ensino e diplomas reconhecidos internacionalmente, conforme comprovado pela sua liderança na classificação mundial da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE).

O sistema de ensino público está estabelecido em uma base linguística, francófona e anglófona, conforme a língua de ensino utilizada nas escolas. Como o francês é a língua oficial do Québec, os filhos de imigrantes, independente de sua língua materna, devem normalmente frequentar uma instituição da Secretaria de Ensino Francófona de seu local de residência até a conclusão do ensino “secondaire”. Para esses estudantes, a escola representa um local de integração tanto através da aprendizagem do francês como pela descoberta da cultura quebequense.

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DURAÇÃO DOS ESTUDOS
Nível de estudosNúmero de anos
Préscolaire (Ensino fundamental)1 a 2 anos
Primaire (Ensino fundamental)6 anos
Secondaire (Ensino fundamental)5 an0s
Collégial (CÉGEP) (Ensino técnico e pré-universitário)2 a 3 anos
Universitaire (Ensino superior – Bacharelado ou licenciatura)3 a 4 anos
Universitaire (Ensino superior – Mestrado)2 anos
Universitaire (Ensino superior – Doutorado)3 anos ou mais
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Público x particular

No Québec, a classe estudantil pode frequentar o ensino público ou o particular.

O ensino público é gratuito e sem despesas adicionais. Fica fácil para você, então, calcular a parcela do orçamento da sua família que deve ser atribuída à educação de seus filhos.

A rede de instituições de ensino particular é reconhecida pelo Ministère de l’Éducation, du Loisir et du Sport (Ministério da Educação, do Lazer e do Esporte). Essas instituições também oferecem programas de estudos oficiais do governo. No entanto, para frequentá-las é preciso pagar taxas de inscrição, admissão ou matrículas e mensalidades, além de respeitar condições de admissão peculiares a cada instituição.

A melhor maneira de optar pelo que existe de mais apropriado é visitar várias escolas e escolher aquela que oferece, baseado em seus próprios critérios, o melhor ensino para seu filho.

Primaire e secondaire

Educação infantil
A educação infantil (“maternelle”) prepara o aluno para os primeiros anos do “primaire”, proporcionando-lhe oportunidades de beneficiar de um enquadramento que favoreça seu desenvolvimento, de familiarizar-se progressivamente com um ambiente de aprendizagem motivante e de adquirir habilidades que facilitem seu aproveitamento acadêmico. Embora a educação infantil não seja obrigatória, a grande maioria das crianças dentro da faixa etária de admissibilidade encontra-se nela matriculada.
Ensino “primaire” (alunos de 6 a 11 anos de idade)
Que a criança tenha ou não frequentado a educação infantil, todas elas ao completarem 6 anos de idade são obrigadas a se matricular no “primaire”. O ensino “primaire” tem uma duração de 6 anos. O programa de formação “primaire” está dividido em 3 ciclos de 2 anos cada e são oferecidos serviços para alunos com dificuldades de aprendizagem.
Ensino “secondaire” (alunos de 12 a 14 anos de idade): formação geral
O aproveitamento acadêmico no ensino “secondaire” tem uma duração de cinco anos e leva o aluno à obtenção de um Diplôme d’études secondaires - DES (Diploma de Estudos “Secondaires”), dando-lhe acesso ao nível de ensino subsequente. O primeiro ciclo do ensino “secondaire”, que corresponde aos três primeiros anos desse nível, concentra-se em um programa básico de formação geral. O segundo ciclo permite que o aluno conclua em dois anos sua formação geral e, concomitantemente, explore, graças a um sistema de disciplinas opcionais, diversas vias, antes de ingressar no ensino “collégial” ou então que o aluno adquira uma formação profissional que o leve ao exercício de um ofício.
Ensino “secondaire” (alunos de 15 a 16 anos de idade): formação profissional
Os programas de formação profissional conduzem ao exercício de ofícios especializados e semi-especializados. Esses programas possibilitam a obtenção ou de Diplôme d’études professionnelles – DEP (Diploma de Estudos Profissionais), ou de Attestation de spécialisation professionnelle – ASP(Certificado de Especialização Profissional), ou de Attestation de formation professionnelle – AFP(Certificado de Formação Profissional). Os pré-requisitos de admissão para cada programa de estudos profisssionais são distintos. Conforme o programa escolhido, a duração do programa é de 1 a 2 anos.


CEGEP e Université

No sistema de ensino quebequense, o “collégial” é o degrau dos estudos superiores. Para nele ser admitido, é preciso ser titular de um Diplôme d’études secondaires – DES (Diploma de Estudos Fundamentais) ou de um Diplôme d’études professionnelles – DEP (Diploma de Estudos Profissionais). As instituições de ensino denominadas Collège d'enseignement général et professionnel – CEGEP (Colégio de Nível Técnico e Pré-Universitário) e alguns colégios privados oferecem aos estudantes as seguintes opções:

  • Programas de estudos pré-universitários com duração de dois anos preparatórios ao ensino superior; 
  • Programas de estudos técnicos com duração de três anos que habilitam o titular do diploma a empregos de técnicos ou tecnólogos. A formação técnica pode também, mediante certas condições, dar acesso ao ensino superior.
Alguns CEGEPs oferecem também um programa de bacharelado internacional. Existe uma grande variedade de programas de estudos técnicos e tais programas estão distribuídos em cinco áreas:
  • Técnicas biológicas, 
  • Técnicas físicas, 
  • Técnicas humanas, 
  • Técnicas administrattivas e artes.

Ensino superior

Os cursos de graduação são o segundo degrau dos estudos superiores. A duração dos cursos de graduação varia conforme a disciplina e da modalidade cursada.

Québec tem muitas univesidades, escolas superiores e institutos de pesquisa localizados principalmente nas cidades de Montreal, Québec e Sherbrooke. O acesso ao ensino superior também é possível na maioria das regiões graças à rede universitária composta da Université du Québec, localizada em Rouyn-Noranda, Saguenay, Gatineau, Rimouski e Trois-Rivières, e também graças à Télé-université.

Idade e equivalências


Para saber quais são as equivalências de seus diplomas, o governo criou a Évaluation comparative des études effectuées hors du Québec (Avaliação Comparativa de Estudos Efetuados no Exterior do Québec), um documento que indica a correspondência existente entre seus estudos concluídos no exterior do Québec e o sistema de ensino quebequense com seus principais diplomas.


3 de julho de 2014

Educação Infantil em Toronto

Comecei a pesquisar sobre escolas para os meninos, sabendo que meu mais velho está em idade escolar (8 anos), já tinha noção de que precisaria pagar pela escola do mais novo (3 anos) até que tivesse idade para entrar numa escola pública.

A minha expectativa era ter que pagar cerca de $20 por dia, ou $400 por mês. Para meu espanto, minha noção de valores estava bem, mas BEM errada. Segundo o site oficial o custo de uma diária na escola para meu filho mais novo seria de $56, ou cerca de $1200 por mês!!! Pasmei! E meu orçamento para os primeiros meses desmoronou!

Uma vez com essa informação chocante, na minha opinião, fui atrás de mais informação. Encontrei o seguinte artigo escrito por  no Oi Toronto, com um grande detalhamento do  funcionamento do sistema de creche de Toronto. Vale a leitura.

Como escolher um Day Care em Toronto

Quem tem filhos pequenos sabe a preocupação que é deixá-los nas mãos de outra pessoa. Se você está nessa situação, saiba como funcionam os programas de day care e conheça as dicas sobre como procurar um lugar legal para seu pimpolho!
Os pais sempre querem o melhor para seus filhos e isso vale também para a escolha da escolinha. Por isso, é importante pesquisar bastante antes de se decidir e começar a procurar cedo, mas cedo mesmo!

Problemas do sistema

De acordo com uma pesquisa do grupo Mothers for Child Care, feita com quase 800 mães em Toronto, as maiores preocupações na hora de escolher um day care são: qualidade, localização e preço, como é mencionado em reportagem do Metro News.
A pesquisa também aponta a dificuldade de se conseguir vagas em locais licenciados. Vale lembrar que locais não-licenciados não são ilegais nem proibidos, porém não são supervisionados pela prefeitura, então não são obrigados a seguir padrões e normas para funcionar. Assim, a falta de locais licenciados obriga os pais a entrarem em diversas listas de espera e terem que pagar para entrar em cada lista. Isso porque, segundo dados do departamento Children’s Service, os programas de day care que existem em Toronto atendem a apenas 21% das crianças de 0 a 9 anos que vivem aqui.
Finuzza Mongiovi Baracuhy, que veio de João Pessoa há quase cinco anos e mora em Brampton, teve sorte com o day care de seu filho Luigi, hoje com seis anos: “Eu consegui vaga logo. Olhei em julho e ele entrou em setembro. Mas acho que eu consegui porque era full time, se fosse part time ia ser mais difícil”.
Outro problema é que o valor de um day care licenciado pode ser tão alto (de $800 a $1,900 mensais) que algumas famílias precisam recorrer a locais não-licenciados, contratar babás ou pedir ajuda de parentes.
Maria Eugênia Jardim, carioca que trabalha na UofT há sete anos e dá palestras sobre childcare, comenta: “Famílias mais jovens, que não ganham tanto e não conseguem se qualificar para receber subsídios, muitas vezes têm que recorrer a opções de cuidado de suas crianças que estão longes do ideal! Por aí a gente já percebe que a tarefa de conseguir vaga em um day care pode não ser tão fácil!

Níveis

O sistema de educação infantil em Toronto tem níveis de acordo com a idade da criança:
  • infant, que vai de 0 a 18 meses;
  • toddler, que vai de 18 meses a 2,5 anos;
  • preschool, que vai de 2,5 anos a 5 anos;
  • e school age, que vai dos 6 aos 12 anos.
O preschool se divide ainda em junior kindergarten, para crianças com 4 anos, e senior kindergarten, para crianças com 5 anos. Já o programa school age normalmente é oferecido antes e depois do horário escolar regular, pois é para crianças que já frequentam a elementary school.
Mas Maria Eugênia Jardim nos lembra que nem todos os locais oferecem todos os níveis: “Alguns day care oferecem classes para todas as idades, outros só para crianças em idade escolar, outros até 5 anos”. Por isso, é importante pesquisar primeiro os locais que oferecem o nível que você quer.

Locais

O day care pode ser oferecido tanto em child care centres, que são as creches, como também em home child care, que são casas de pessoas licenciadas para cuidar de várias crianças e estão ligadas a uma agência. A província de Ontário estabelece padrões de segurança, nutrição, atividades e funcionários, entre outras coisas, que devem ser seguidos para que uma creche ou uma casa funcione como day care.
Esses padrões são estabelecidos pela lei DNA (Day Nurseries Act). Quando for procurar um desses locais, peça para ver a licença do governo, e se ela for de cor amarela quer dizer que a licença é provisória e que o day care tem um tempo determinado para regularizar algum item que está fora do padrão. Fique de olho no que está sendo feito para a correção do problema!
Para procurar locais licenciados, você pode usar o Child Care Locator, de Toronto, ou o Licensed Child Care, de Ontário. Maria Eugênia Jardim ainda aconselha: “Depois que você tiver a lista das creches, ponha seu nome ou o nome da sua criança em todas – quanto mais, mais chances de uma vaga aparecer. E isso já quando souber que está grávida! Também pergunte sempre o que tem que fazer para manter o seu nome na lista”.

Co-op Schools

As co-op schools, também chamadas de Co-operative ou Community Nursery Schools, são organizações sem fins lucrativos mantidas e organizadas pelos pais, que exercem funções administrativas dentro da escola e contratam professores para as funções educativas. A brasileira Luciana Castello Branco, cujo filho Philip, de três anos, estuda em uma co-op school, explica que a escola conta com a ajuda dos pais em áreas como marketing, limpeza e assistência à professora na sala de aula, caso haja muitos alunos.
Há uma diretoria que também é formada por pais e todos se organizam para realizar eventos como fundraising, garage sale e outras formas de arrecadar dinheiro para a escola. Luciana nos conta: “Minha função era de enviar e-mails para as mães da turma do Philip passando os comunicados da professora”. Ela ainda acrescenta que, quando os pais ajudam de alguma forma, a escola fica mais barata, mas caso os pais não se interessem em ajudar, então pagam mais caro.
Para Luciana, além do preço, o grande benefício da co-op school é que os pais podem acompanhar de perto as atividades na escolinha do filho. Maria Eugênia Jardim também lembra que outra vantagem de locais sem fins lucrativos é saber que “o dinheiro que sobra vai para o aprimoramento do profissional, para repor equipamentos danificados, para reformas do prédio, móveis apropriados para crianças, etc”.
Vale lembrar que, por razões de segurança, todos os pais e mães que têm alguma função nesse tipo de escola precisam apresentar a certidão negativa de antecedentes criminais da polícia e as mães têm que ser vacinadas.
Você pode verificar a localização das co-op schools disponíveis em Ontário no sitePCPC (Parent Co-operative Preschool Corporation).

Profissionais

Todo child care centre tem pelo menos três tipos de profissionais: um supervisor, um professor por nível com título ECE (Early Childhood Educator) obtido em um college ou universidade, e assistentes. Já as agências que coordenam o trabalho do home day care devem ter um supervisor, um visitante a cada três meses para verificar se os padrões estão sendo seguidos e a pessoa que cuida das crianças (home child care provider). Essa pessoa, que não precisa ter formação profissional, pode cuidar de, no máximo, cinco crianças, incluindo seus próprios filhos. Já nas co-op schools, além dos professores, os pais também participam das atividades da escola.

Preços

Existem alguns tipos de day care: particular, municipal, misto (que tem contrato com o governo para receber auxílio financeiro, o fee subsidy) e cooperative ou co-op school (que é mantido pelos pais). Mesmo o day care municipal é pago e não é barato! Você pode verificar os preços deles no site do MCCS (Municipal Child Care Services).
Maria Eugênia Jardim explica que “as creches são administradas separada e diferentemente, e cada uma define quanto vai cobrar. O preço não depende do bairro e sim da administração, e o mantenedor (operador) do day care pode ser uma companhia que visa lucro, uma entidade sem fins lucrativos ou uma pessoa”. Quanto ao day care misto, ela continua: “Para que um day care tenha vagas subsidiadas, ele tem que assinar um acordo com o governo, e então o pagamento vai direto do governo municipal para o day care”.
Segundo Valquíria Cuizzi, brasileira que trabalha em um day care em Mississauga, “para trabalhar em um home day care a pessoa responsável pelas crianças não precisa ter formação profissional, então normalmente custa um pouquinho mais barato que um day care centre.” Além disso, Daniela Castro, paulistana formada em ECE (Early Childhood Education) no Canadá e que trabalha há quase um ano em day care, explica que “o preço varia também com a idade ou nível em que a criança está, sendo que infants são mais caros e preschoolers mais baratos (ou menos caros!)”.

Fee Subsidy

Para se candidatar a uma vaga subsidiada em day care, os pais devem fazer um cadastro e comprovar, com a declaração de imposto de renda, que a família tem baixa renda. De acordo com isso e com o número de pessoas na família, o subsídio pode ser parcial ou total. Além disso, os dois pais têm que estar trabalhando ou estudando, ou seja, é absolutamente necessário para aquela família que a criança fique na creche. Valquíria Cuizzi comenta que para receber o auxílio “há uma grande fila de espera e pode levar anos até conseguir uma vaga. Se tiver sorte, pode conseguir rapidamente”. Isso é explicado pelos dados do Toronto Children’s Services, segundo o qual havia mais de 17 mil crianças na lista de espera para o fee subsidy em janeiro desse ano, já que os recursos disponíveis atendem a apenas 28% das crianças em famílias de baixa renda.
Por isso, Maria Eugênia Jardim conta que, em suas palestras sobre childcare na UofT, “aconselhamos a adicionar o nome na lista assim que a pessoa souber que está grávida! Você pode colocar uma data a partir da qual vai precisar do subsídio, como por exemplo quando voltar da licença maternidade. Quando o seu nome estiver no topo da lista, eles telefonam e chamam para uma entrevista, e então vão checar a sua situação e definir se naquele momento você se qualifica para o subsídio. Se estiver tudo certo, eles te dão 30 dias para achar uma vaga subsidiada”.
É importante saber que depois que se consegue o subsídio, a criança pode mudar de day care se o outro lugar também tiver vagas subsidiadas. Para quem quiser se cadastrar e entrar na fila para receber o fee subsidy, entre no site do Toronto Children’s Services ou ligue no 311.
Independentemente do fee subsidy, há também o Universal Child Care Benefit, que concede às famílias com crianças até 6 anos C$100 por mês por criança do governo canadense para auxiliar nos gastos com day care.

Diferencial

Alguns locais oferecem atividades ou equipamentos extras que podem ser um atrativo para os pais. O filho de Luciana Castello Branco, frequentou um day care centre que a deixou satisfeita por ter um grande diferencial: “Tinha câmera, então meus pais do Brasil podiam ver o neto pela internet a qualquer hora. Meu pai até viu o Philip dar os primeiros passinhos online”. Já Daniela Castro conta que “muitos centros introduzem a liguagem de surdo-mudo, principalmente com os menores, para facilitar a comunicação. Nos níveis iniciais, é muito mais fácil a criança se expressar através de gestos, já que ainda não tem vocabulário”. A brasiliense Ana Paula Gueiros, que mora em Toronto há quase dois anos, também está satisfeita com o day care de seu filho Davi, de 4 anos: “A cada semana um tema é trabalhado. Por exemplo, teve uma semana que o tema era segurança e um policial da região foi à escola para falar com as crianças. Depois eles fizeram um passeio no carro de polícia com as crianças e elas ficaram super felizes”!

Qualidade

Essa talvez seja a parte mais difícil da escolha de um day care porque, de acordo com Maria Eugênia Jardim, “especialmente na primeira vez os pais não sabem muito bem em que prestar atenção e o que exigir”.
Por isso, é importante saber que a avaliação de cada day care licenciado é feita pela equipe do programa municipal ELC (Early Learning and Care), que utiliza um documento com critérios bem específicos para verificar se o local está seguindo os padrões exigidos pela província. Esse documento, o Toronto Operating Criteria, fica disponível a todos, inclusive aos pais, e serve para orientar como deve ser um programa de qualidade. Para saber o ranking de avaliação de um day care, procure o nome do local no Child Care Finder e selecione a opção Ratings.
Além disso, você pode contar também com as dicas de quem conhece o assunto. Daniela Castro dá um conselho importante: “Os pais devem fazer visitas aos locais para ver se o day care oferece aquilo que eles esperam, e também conversar com outros pais. Na minha opinião a ‘propaganda boca-a-boca’ funciona melhor do que qualquer pesquisa”.
Ana Paula Gueiros também acrescenta: “Depois que seu filho passar a frequentar o day care, você deve observar o comportamento dele, se ele está gostando de ir, fazer perguntas sobre os professores e amiguinhos. Se tudo estiver certo, você saberá que fez a escolha certa”. E Maria Eugênia Jardim concorda: “É importante pensar que o trabalho dos pais de ficar de olho em tudo não acaba no dia em que conseguem uma vaga no day care, mas é trabalho sem fim, vão ter que estar sempre observando a própria criança, o lugar, e dessa maneira contribuir para aquele espaço ser o melhor possível”. Ela finaliza: “O mais importante de avaliar é a pessoa que vai cuidar diretamente do seu filho, seja a professora da creche, a cuidadora da creche caseira, ou a babysitter que você vai contratar. Ela é quem vai ser a sua parceira na educação do seu filho”.
Por fim, há ainda o guia do Toronto Children’s Services, o site da província deOntário, e o guia da Canadian Child Care Federation, que dão orientações importantes aos pais e fornecem checklists do que observar e o que perguntar em uma visita, como preparar seu filho para o início em um novo local e quais são as responsabilidades dos pais para garantir à criança a melhor experiência possível no day care. Afinal de contas, é isso que você quer para o seu filhote, não é?

1 de julho de 2014

Escola no Canadá: como funciona

por 



No Canadá, quem administra o ensino fundamental (chamado de elementary school) e o ensino médio (chamado de secondary school ou simplesmente high school) é o governo provincial, e portanto o sistema educacional varia de província para província. As informações deste artigo se referem a Ontário.

Brasil x Canadá: diferenças básicas

elementary school é cursada por alunos de 6 a 14 anos (do grade 1 ao grade 8), enquanto a high school é cursada por alunos de 14 a 18 anos (do grade 9 aograde 12). Diferentemente do Brasil, o ano letivo no Canadá vai de setembro a junho, pois as férias de verão são nos meses de julho e agosto. Há também umWinter break (recesso de inverno) de duas ou três semanas em dezembro, popularmente chamado de Christmas break (recesso de Natal), e um Spring break(recesso de primavera) de uma semana em março.
Outra importante diferença é que alunos de elementary e high schools ficam na escola em período integral, do início da manhã até o meio da tarde. Menos de 10% dos estudantes canadenses estudam em escolas particulares, pois são caríssimas, e as escolas públicas são de altíssima qualidade. A maioria das escolas religiosas são católicas. É importante notar que apesar de ambas serem públicas (tantos as escolas religiosas quanto as não-religiosas), as escolas não-religiosas são chamadas de public schools, enquanto as católicas são chamadas de Catholic schools.  Ensino religioso obrigatório, prática de costumes como orações no dia a dia, além de retiros religiosos e missas são o que diferem as Catholic schools daspublic schools. O uso de uniforme é obrigatório apenas em Catholic high schools, e pode custar entre C$300 e C$500 por ano. As demais escolas não exigem uniformes.

Quem administra?

Diferentes district school boards administram as escolas nas várias cidades e regiões. Em Toronto, o Toronto District School Board cuida das public elementary ehigh schools enquanto o Toronto Catholic District School Board cuida das Catholic elementary e high schools. Na Greater Toronto Area (Grande Toronto) o Peel District School Board cuida das public elementary e high schools enquanto oDufferin-Peel Catholic District School Board cuida das Catholic elementary high schools. É através desses centros que a matrícula dos alunos é feita. Para saber como funciona o procedimento para matricular seu filho, veja este outro artigo doOiToronto.

Quanto custa?

Para o aluno que não é cidadão canadense ou permanent resident e não está em um processo de imigração durante o período de estudo, o ano letivo custa C$12,5 mil em elementary schools e C$14 mil em high schools. Livros e transporte escolar estão incluídos no valor. Para os demais alunos este custo é subsidiado pelo governo, também com direito a livros e transporte. O único custo para o aluno, então, é com o material escolar (mochila, lápis, caneta etc), com o uniforme (caso estude em uma Catholic high school) e com alimentação. Geralmente o aluno estuda na escola mais próxima de seu endereço residencial, como determinado pelo district school board da região.

Formação crítica

Em geral, a linha pedagógica de elementary e high schools é mais liberal que no Brasil e há grande incentivo para que o aluno participe de algumas das atividades extracurriculares que a escola oferece. É por isso que muitos estudantes brasileiros que tiveram toda a base educacional no Brasil e vieram para o Canadá já na 8ª série (ou grade 8), ou completaram o ensino médio aqui (com a conclusão do grade12), têm facilidade com as matérias e os métodos de avaliação.
Enquanto no Brasil há uma ênfase em preparar o aluno para que ele se saia bem em provas como vestibulares (para o eventual sucesso no mundo profissional), aqui o foco é em preparar o aluno para que ele tenha, de certa forma, um olhar crítico para diferentes questões. O ambiente de ensino,  então, é menos rigoroso, digamos, do que no Brasil. Cada vez mais, especialistas têm incentivado filosofias de ensino como essa, pois, segundo eles, é o desenvolvimento da tolerância para com diferentes culturas, da criatividade e da habilidade de se expressar que melhor prepara o aluno para uma formação cidadã e para a era da informação.

Estudo direcionado: o aluno escolhe o nível

Até os grades 9 e 10 da high school, o aluno tem contato obrigatório com todas as matérias tradicionais, como História, Geografia, Matemática, Física, Química, etc, e a partir do grade 11 o conteúdo programático passa a focar em áreas de sua preferência. O aluno pode, por exemplo, escolher focar em humanidades ou Ciências Sociais a Matemática, Ciências e Artes. Ou qualquer outra combinação entre essas matérias.
O aluno tem liberdade também para escolher o nível (level) de dificuldade e intensidade das matérias que cursará em seus últimos anos de high school. Há essencialmente dois níveis: university level e college level. Como os nomes indicam, as matérias, dependendo do nível, prepararão o aluno para estudos ou em umauniversity ou em um college. Portanto, se o aluno gostaria de cursar Psicologia em um university, por exemplo, ele precisa saber quais matérias de high school a universidade pede para que ele possa ingressar no curso desejado. Nesse caso, o aluno precisaria focar em Ciências, Matemática e Inglês, todos no university level.
Por outro lado, se o aluno pretende cursar Design em um college, ele então precisaria focar em Matemática e Artes no college level. Isso porque para entrar emuniversities e colleges no Canadá não há uma prova como o vestibular no Brasil. As instituições recorrem ao histórico escolar do aluno para decidir se o aluno merece ou não a vaga desejada. A vantagem desse método é que o aluno não precisa ir bem em uma só prova para chegar ao curso e instituição pela qual tem preferência. E a desvatagem é que já no grade 11, aos 16 anos, o aluno tem de ter uma boa ideia do que vai querer fazer assim que concluir a high school, já que precisa escolher as matérias específicas e o nível correto a que vai se dedicar.
Há também programas técnicos em high schools, chamados de co-op, em que o aluno adquire experiência prática profissional para que tenha alguma especialização prática ao se formar da high school, o que facilita a procura de um emprego.

French Immersion

Estudar francês é obrigatório em elementary e high schools, já que é um dos idiomas oficiais do Canadá. Em Ontário há também escolas chamadas de French immersion schools, onde o idioma de instrução é o francês.
Uma curiosidade é que, além de  ter que atingir certa nota em uma prova de alfabetização, alunos de high school precisam completar 40 horas de serviço comunitário para que possam obter o Ontario Secondary School Diploma. Mais um exemplo de como o sistema educacional canadense visa formar cidadãos.

E se meu filho não falar inglês?

Uma das preocupações mais frequentes entre pais que pretendem imigrar com seus filhos ou enviá-los para fazer intercâmbio, é a dificuldade que eles terão em aprender as diferentes matérias e acompanhar os demais alunos enquanto estiverem ainda aprendendo o inglês. Embora seja verdade que para cursar a high school é ideal que o aluno tenha pelo menos alguma proficiência no inglês, (já que as matérias que cursar e as notas que atingir o permitirão ingressar em diferentescolleges e universities), o aluno de elementary school não precisa saber falar inglês. Isso porque na elementary school coordenadores e professores são bastante flexíveis e prestativos aos alunos que falam pouco ou não falam inglês.
Muitas vezes esses alunos têm atividades especiais para ajudá-los no desenvolvimento do idioma e os critérios das notas não são os mesmos dos outros estudantes, pelo menos não até que o aluno tenha um certo domínio sobre o idioma.
Isso sem contar o fato de que até os 13 anos crianças estão naturalmente predispostas a aprender novos idiomas. As amizades feitas na escola também contribuem para o aprendizado, já que o aluno está exposto ao inglês praticamente 100% do tempo. Na maioria das vezes, um aluno que entra na elementary schoolsem saber falar inglês, adquire fluência no idioma entre seis meses e um ano.

Mente aberta

Estudos mostram que crianças que cursam o ensino fundamental e médio em um idioma estrangeiro têm a mente mais aberta em relação a assuntos como a diversidade cultural. Portanto, o aprendizado de uma nova língua nessas circunstâncias não só garante a fluência no idioma, mas também torna os alunos mais reflexivos.

É verdade também que os idiomas que falamos mudam a maneira que pensamos e até vemos o mundo. Por esse e muitos outros motivos, pais procuram cada vez mais colocar seus filhos em intercâmbios culturais. Portanto, os pais não devem ficar apreensivos ao imigrar com seus filhos. Ainda mais para uma cidade como Toronto, onde o sistema de educação visa formar verdadeiros cidadãos.

15 de junho de 2014

Coisas a saber antes de estudar ou trabalhar no Canadá

27 de janeiro de 2013

Trabalhando do jeito canadense, mas no Brasil

Enquanto não recebo notícias do nosso processo, porque não tentar adiantar um pouco as coisas por aqui?

Esse ano estou começando emprego novo. Acredito que virá muito a calhar. Trabalho atualmente numa escola que oferece um  programa completo baseado na metodologia de ensino canadense. Os currículos para educação infantil e ensino fundamental são desenvolvidos por especialistas da própria instituição. Não chega a ser uma escola internacional, uma vez que é aplicado no Brasil em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional do Ministério da Educação (MEC).

O bacana é que recebi, assim como todos os outros professores da escola, treinamento com uma canadense, senhora de 70 anos, com uma vasta experiência na educação infantil do Canadá. O curso foi riquíssimo. Ela passou muito da forma como se é a prática em sala de aula e o ponto de vista canadense perante a educação.

A sede dessa escola está localizada na cidade de Vancouver, no Canadá. Atualmente, há mais de 80 escolas da mesma rede de ensino infantil e fundamental operando em Bangladesh, Brasil, Índia, Coreia do Sul, Turquia, Vietnã, Marrocos, China e México. Dessa forma, acredito eu que essa experiência pode ter valor no momento que estiver morando no Canadá.

Além disso, tenho a oportunidade de me inscrever num curso de pós-graduação em educação pela University of Winnipeg por ser professora dessa rede. Esse curso será dado parcialmente presencial (no Brasil) e parcialmente on-line. No fim, ao término do curso, obterei um diploma internacional de uma instituição canadense.

Fico pensando muito no tempo que ganharei por já estar fazendo um curso dele aqui, no Brasil, enquanto ainda tenho uma renda. Esperar para chegar no Canadá para então começar um curso, não tendo um emprego que cubra nossas despesas é algo que me preocupa. Se tudo der certo, conseguirei antecipar.

Vamos ver.

Acabo de começar, mas So Far, So Good!

21 de dezembro de 2012

Como estudar na York University

Respondendo a pedidos, estou repostando uma matéria do site OiToronto a respeito de como ingressar na universidade no Canadá, mais especificamente, na York University.


Como estudar na York University

POR  / EMAIL
14 NOV 2012 / 1 COMENTÁRIO
Recentemente o OiToronto publicou uma reportagem sobre a York University, uma universidade em Toronto que possui parcerias com mais de 150 países e excelentes cursos nas áreas de Administração, Direito e Belas Artes. Saiba agora os passos que você precisa tomar para se tornar um dos mais de 54 mil alunos da instituição.
Alunos estudam na biblioteca da York University



Todos os anos uma grande quantidade de estudantes estrangeiros escolhem a York University para estudar. São mais de 4230 alunos vindos de 158 países, sendo pelo menos 50 deles brasileiros. Segundo informações fornecidas pela própria York University ao OiToronto,  cerca de 92% dos seus estudantes conseguem emprego até seis meses depois de formados. Além disso, a universidade disponibilizou de quase C$5 milhões para auxiliar estudantes internacionais no período de 2011 e 2012, e também  oferece prêmios e bolsas de estudos avaliados entre C$5 mil e $100 mil.
Com professores qualificados e boas instalações, a York University oferece orientação aos alunos estrangeiros através da York International, um departamento criado exclusivamente para auxiliar estudantes vindos de outros países, facilitando a sua adaptação ao Canadá.  Os mais de 290 clubes estudantis que a universidade possui também ajudam nessa transição. Um deles é a Organização de Estudantes da América Latina, que realiza diversos eventos promovendo a interação de alunos brasileiros e de outros países latinos com a vida acadêmica.
Se tornar um estudante na York University não é difícil. Entre os pré-requisitos estão a fluência no inglês e a conclusão do ensino médio com bom histórico escolar. O preço do curso em período integral gira em torno de C$30 mil por ano. Nesse valor estão inclusos a matrícula, material didático, moradia em quarto duplo, alimentação e assistência média. Para mais informações sobre custos e despesas, visite o site na internet.
  • A York University oferece uma centena de cursos. Antes de aplicar, escolha aquele que mais te agrada. A lista completa pode ser encontrada online.
  • Preencha o formulário de matrícula que pode ser obtido pela internet.
  • Brasileiros que querem estudar na York University precisam apresentar certificado de conclusão do ensino médio e o resultado do ENEM (Exame do Ensino Médio Brasileiro). Boas notas são importantes para garantir a sua vaga na universidade.
  • O exame de proficiência da língua é exigido. Os únicos aceitos são o ToeflIelts ouYELT (York English Language Test).
  • Se informe sobre os prazos de matrícula no curso que você escolheu.
  • Os interessados em se matricular em um dos cursos ligados ao Centro de Estudos em EducaçãoYork Schulich School of Business ou Serviço Social precisa preencherformulários extras.
  • Aqueles que quiserem fazer algum curso na área de Belas Artes, precisa passar por uma avaliação. Mais informações podem ser encontradas na internet.
  • Todos os documentos devem ser enviados pelo correio para o seguinte endereço: York Universit- Office of Admissions- Bennett Centre for Student Services- 99 Ian MacDonald Blvd,Toronto, ON M3J 1P3, Canadá
Para informações mais detalhadas sobre como se matricular em um dos cursos da York University, visite o site da universidade na internet.
O OiToronto disponibiliza de um serviço personalizado onde o usuário pode esclarecer dúvidas e obter orçamento de diversas agências de intercâmbio no Brasil ao mesmo tempo, economizando tempo e dinheiro.

6 de dezembro de 2012

Ministra Canadense Destaca Sucesso das Escolas Maple Bear no Brasil

By  on 

Em recente visita oficial ao Brasil, a Ministra das Relações Exteriores do Canadá, Ms. Diane Ablonczy, foi recepcionada por alunos da Maple Bear Canadian School de Belo Horizonte.
A ministra ressaltou, em nota publicada no website do governo canadense, “Highlighting a Canadian Success Story in Brazil “, que a educação é uma prioridade para o Canadá em sua parceria com o Brasil e que a Maple Bear é hoje um dos principais símbolos canadenses no nosso país.
Leia abaixo o artigo traduzido para o português.

Destacando uma História de Sucesso Canadense no Brasil
28 de agosto de 2012 – A Honorável Diane Ablonczy, Ministra de Estado de Relações Exteriores (Américas e Assuntos Consulares), visitou hoje a Maple Bear School em Belo Horizonte como parte de sua turnê brasileira.
“Foi um verdadeiro prazer ver de perto uma escola Maple Bear em ação”, disse a Ministra de Estado Ablonczy. “Hoje, a Maple Bear é um dos símbolos canadenses mais visíveis no Brasil, e que contribui para os nossos esforços para promover o Canadá como um atraente destino de turismo, educação e investimento.”
A educação é uma prioridade para o Canadá em sua parceria com o Brasil. A rede Maple Bear Global School oferece educação bilíngue com base na metodologia canadense para centenas de crianças pré-escolares e estudantes do ensino fundamental brasileiros em 47 escolas em todo o país. Espera-se um crescimento de cerca de 10 escolas por ano no Brasil, tornando o país o seu mercado mais bem sucedido. Os serviços de educação canadenses na Maple Bear estão ajudando a construir laços importantes entre as sociedades brasileiras e canadenses.
“Tivemos uma manhã magnífica, fortalecendo os laços que unem nossa escola no Brasil durante a visita da Ministra de Estado Ablonczy à Maple Bear Belo Horizonte”, disse Mariza Correia Coelho, Diretora de Educação Infantil Maple Bear em Belo Horizonte e Nova Lima. “Nossa turma do Intermediate Kindergarten assumiu grande responsabilidade hoje em representar todos os estudantes brasileiros da Maple Bear, e nós acreditamos que eles passaram com louvor.”
O compromisso do Canadá com as Américas é baseado em uma visão de um hemisfério mais próspero, seguro e democrático através de três objetivos: aumentar a prosperidade mútua; combater a insegurança e promover o avanço da liberdade, democracia, direitos humanos e estado de direito; e construir relacionamentos duradouros em através das instituições governamentais e empresas, sociedade civil, meios acadêmicos e outras comunidades da região.

15 de janeiro de 2012

O que é um "service de garde"?

14 de janeiro de 2012

Como filhos de imigrantes são recebidos nas escolas do Quebec


A maioria das crianças que chegam ao Quebec e que não falam o francês terão a oportunidade de aprender o idioma e se integrarem rapidamente à sociedade graças aos serviços concedidos especialmente para elas.

Na pré-escola, as crianças são integradas em grupos regulares, mas recebem duas horas de suporte em francês por semana.

No ensino primário, as crianças vão para classes de acolhimento para aprender o francês. Nessas classes, o professor as ensina o francês, mas também as outras matérias. Em geral, depois de um ano, as crianças são encaminhadas para a classe regular, com um suporte suplementar em francês se houver necessidade.

No ensino secundário, os jovens vão também para classes de acolhimento, normalmente por um ano. Eles podem estar integrados em grupos regulares por certos programas de estudos como artes, educação física, etc;

Além disso, existem diferentes serviços para as crianças com dificuldades de aprendizagem ou com grande atraso escolar.

Para saber sobre o programa de acolhimento e suporte à aprendizagem da língua francesa para estudantes não francofones, clique aqui

19 de abril de 2011

Estude nas universidades do Quebec

Mais uma vez representantes das principais instituições de ensino do Quebec são trazidos para o Brasil. Essa é uma oportunidade única de conversar diretamente com representantes das universidades para tirar suas dúvidas sobre programas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de saber como fazer sua inscrição e assisitir palestras sobre o sistema universitário no Quebec, imigração e muito mais.

O evento também contará com a resença de representantes do Escritório de Imigração do Quebec.


Para mais informações acesse o site Estude no Quebec


4 de janeiro de 2011

Em busca da escola perfeita

Não é fácil ser mãe no Brasil, ainda mais se você é formada em Educação e tem expectativas elevadas para a formação de seus filhos.

Desde o ano passado tento encontrar uma escola para o Miguel que se enquadre nas minhas necessidades, ou seja, respeito ao estágio de desenvolvimento que ele se encontra, uma proposta pedagógica que respeite a infancia e o conceito que tenho dela, proximidade de casa ou serviço, e preço acessível. Resumindo: missão impossível!

Não sei onde é pior procurar escolas, perto de casa, onde só existem escolas pequenas, ou perto do meu serviço, onde só existem escolas caríssimas. Mas me dei o trabalho de pesquisar as duas opções. Infelizmente tive uma experiência maravilhosa numa escola que levava o construtivismo à risca, e o Miguel teve a oportunidade de estudar lá nos últimos 6 meses que trabalhei lá. Como nada é perfeito, o salário era baixo nessa escola, e a mensalidade alta. Depois dessa experiência, ficou ainda mais difícil encontrar uma escola que me agrade, pois o modelo que vivi não é comum e/ou barato.

Agora estou trabalhando numa escola mais do que cara. A mensalidade se aproxima a 8 salários mínimos. Irreal para uma recém formada como eu - e para 98% da população brasileira. Mas como empregada, poderia correr atrás de uma bolsa de estudos para meu filho. Pensei sobre isso e ainda não sei se quero ele lá. É uma escola internacional, de modelo britânico, isso significa na prática uma educação infantil rígida e sem muito calor humano. Estranhei muito quando comecei a trabalhar lá, ainda mais que auxilio uma americana que nunca estudou numa escola formal.

Foi nesse momento que percebi o quanto, como brasileiros, somos calorosos. Quando um aluno chora, sentindo falta dos pais (ou babás - mais comum com meus alunos) a professora sequer se dá o trabalho de se aproximar da criança para conversar com ela, comforta-la, trazer para perto do restante do grupo, distraí-la. Ela apenas lembra a criança que a obrigação dela é entrar na sala e pegar o livro. Para não falar do tempo para brincadeiras livres que essas crianças têm - quase inexistente. O importante é produzir!!

Tenho medo do que vou ver no Canadá. Tinha altas expectativas com as escolas montessorianas canadenses, assim como tinha com a escola onde trabalho atualmente. Espero estar enganada ao achar que por serem gringos, o trato com as crianças não será amoroso.

Por aqui, continuo procurando uma boa escola para o Miguel. No ano passado optei pela proximidade de casa, e descobri que a preocupação da escola era alfabetizar crianças de 3 anos. No meu ver isso é absurdo! Então lá vou eu numa nova busca, tentando não machucar muito meu bolso. Devo admitir que as que gostei me assustaram muito!

Quero compartilhar um texto muito bom que nos leva à reflexão sobre o tipo de escola que queremos para nossos filhos.

Que escola você busca para seu filho?
[Texto extraído do blog Ombudsmãe, 7/10/10]

Existem escolas onde Eva aprende a ler vendo a uva. Em outras, Eva caça formigas, faz um formigário, observa, registra e quando vê já está lendo e escrevendo.

Existem escolas onde as crianças aprendem arte pintando figuras xerocadas. Noutras, escovas, vassourinhas e rodinhos viram pincéis que, mergulhados em tinta, cobrem o chão, paredes e tudo o mais que a imaginação, e não o tamanho do papel, mandar.

Existem escolas que dividem as turmas em fortes, médios e sem chance. Noutras, alunos, funcionários e educadores são colocados no mesmo espaço, para mostrar que todos são igualmente importantes e que o calor humano é muito mais gostoso que a frieza da competição.

Tem escolas onde as crianças pesquisam a vida do ilustríssimo Fulano de Tal. Noutras, elas também pesquisam sobre o Profeta Gentileza e aprendem que não adianta ser ilustre se não se sabe ser gentil.

Tem escolas que ensinam a andar na linha pontilhada para despertar a disciplina. Outra botam os pequenos pra andar sobre plástico bolha para despertar os sentidos.

Tem escolas monitoradas por câmera e bedéu. Noutras, olhos surreais de Salvador Dali espiam através dos vitrais de estranhas catedrais de papel.

Tem escolas brancas, limpas e imaculadas. E escolas onde os alunos mergulham sem medo na sopa da vida para descobrir que sem amebas, fungos e bactérias não há digestão. Não há gente. Não há Terra. Não há vida.

Tem escolas onde se aprende que o leite vem da vaca. Noutras, estuda-se a vida do homem do campo, do homem da cidade e que um depende do outro para que o leite que sai da teta da vaca chegue na caixinha de achocolatado.

Tem escolas cheias de certezas absolutas. E outras cuja única certeza é seguir experimentando.

Eu sei que escola quero para meus filhos. E você?

29 de setembro de 2010

Por que voltar para a escola?

Reportagem do site OiToronto, escrito por CNMag, em 28 setembro, 2010

Em 2006, os recém-chegados tinham quase duas vezes mais probabilidade de ter um diploma universitário do que as pessoas nascidas no Canadá. Apesar desta aparente vantagem, de acordo com um relatório da Statistics Canada intitulado Immigrants´ education and required job skills, “durante o período de 1991 a 2006, a proporção de imigrantes com diploma universitário em empregos com baixos requisitos educacionais (tais como balconistas, motoristas de caminhão, vendedores, caixas e taxistas) aumentou.”

Educação internacional ou experiência de trabalho estrangeira não levam a bons empregos no mercado de trabalho canadense como todo mundo imaginou. Pode ser frustrante ao ponto de forçar imigrantes a deixarem o país. As razões são muitas, e todas elas giram em torno da falta de “experiência canadense”, ou “credenciais canadenses”. A língua materna e o país de origem são considerados algumas das causas que explicam essas dificuldades. A classe ‘imigração’ também pode ser um fator, segundo dados do Statistics Canada.

O paradoxo da experiência canadense é uma das experiências mais desconcertantes para os recém-chegados. Como é possível obter experiência canadense se você não pode trabalhar pela falta dela? Como você pode evitá-la, ou lutar contra ela?

Bem, se você ainda não está no Canadá, pense sobre incluir em seu orçamento um certificado, programas de transição (bridging programs) ou até mesmo uma nova graduação em instituição canadense. Se você já está aqui, talvez seja hora de dar uma olhada em alguns dos programas oferecidos pelo Employment Ontario através de sua iniciativa Second Career, ou você pode encontrar apoio financeiro – como o OSAP – para voltar para a escola.

Um diploma no Canadá não garante emprego, mas certamente pode te colocar de volta no caminho para uma carreira em seu campo de trabalho e a vida que você quer ter. Obviamente, qualquer programa de pós-graduação (como mestrados, doutorados, ou mesmo diplomas) está disponível para qualquer um, em qualquer instituição de ensino canadense, mas o objetivo desses programas não é arranjar um emprego o mais rapidamente possível.

Além disso, para que voltar à escola e receber uma educação que você já tem? É por isso que existem programas de transição, um tipo especial de educação que pode ajudar os novatos a obterem a sua licença ou certificado em sua profissão ou mercado, de modo que eles possam trabalhar em Ontário. Além disso, eles podem ajudá-lo a obter as competências de que você precisa – e não apenas habilidades técnicas relacionadas a um trabalho, mas aquelas mais simples, como se dar bem com outros colegas no ambiente de trabalho.

Se você é um enfermeiro ou contador, por exemplo, estes programas deverão ajudá-lo a ter suas credenciais reconhecidas na província para que você possa trabalhar em sua profissão. Empregadores, faculdades e universidades, órgãos profissionais reguladores e organizações comunitárias se juntaram para criar e desenvolver diversos programas de transição. A RyersonUniversity , por exemplo, está constantemente se reunindo com representantes de bancos para melhorar seus cursos de administração e adaptá-los às necessidades da indústria.

Um programa de transição prevê a avaliação da educação e habilidades, experiência de trabalho (através de simulação, por exemplo), treinamento de habilidades ou de formação acadêmica específica, preparação para um exame para licença ou certificação, treinamento de idioma para a sua profissão, se necessário, e os planos individuais de aprendizagem para identificar qualquer treinamento necessário.

Eles podem fazer a diferença? Sim. Alguns programas possuem taxas de contratação tão elevadas quanto 80 por cento (a crise econômica pode ter afetado esses números, mas eles ainda são muito eficazes).

Os recém-chegados recebem salários menores do que seus concorrentes canadenses e leva-se tempo para diminuir essa diferença. Aqui estão algumas informações valiosas para apoiar a nossa recomendação de voltar para a escola. Segundo um estudo da Statistics Canada chamado Literacy and the Labour Market: Cognitive Skills and Immigrant Earnings, publicado em 2008, “os imigrantes que completam sua formação no exterior recebem ganhos quase 65 por cento menores do que os trabalhadores nascidos no Canadá, enquanto que aqueles com algum ensino canadense recebem rendimentos cerca de 16 por cento mais baixos do que os nativos canadenses… ” Novamente, isso depende do nível de educação, seu país de origem, se a sua língua materna é o inglês ou o francês, e assim por diante. Mas o relatório confirma um ponto: um diploma canadense pode abrir as portas para um emprego melhor.

A experiência de trabalho canadense também pode ajudá-lo a superar essa diferença de renda. O mesmo estudo indicou que “os imigrantes do sexo masculino sem educação canadense recebem retornos significativamente maiores quando possuem a experiência de trabalho canadense”, mas o problema é como adquirir, primeiramente, essa experiência.