Chegamos ao BIQ as 12hs. Estacionamos nosso carro no mesmo prédio. Aqui ja deixo a dica: o BIQ tem convênio com o estacionamento, não é preciso pagar se você deixar o carro no estacionamento do prédio!!
Como nossa entrevista estava marcada para as 13h30, resolvemos não subir. Atravessamos a rua e fomos almoçar. Quando era por volta das 13 horas fomos à recepção para nos identificarmos. Chegamos ao 15º andar e para nossa surpresa, o próprio Mr LeBlanc nos recebeu. Faltavam uns 20 minutos para nossa entrevista mas ele já nos convidou a entrar, antes nos perguntando se queríamos ir no banheiro.
Fomos direto para a sala dele e ele já começou pedindo os documentos. Perguntou de onde éramos e pediu as identificações, passaportes, identidades e certidões de nascimento. Como faz pouquíssimo tempo que pedimos o passaporte do Nicholas, ele ainda não estava pronto. Ele então nos pediu para que enviassemos uma cópia por email assim que o tivermos em mãos.
Então nos pediu os comprovantes de estudo, meu diploma universitário e de ensino médio. Não é preciso levar o comprovante do nível primário, bom pelo menos ele não nos pediu. Logo em seguida pediu os diplomas no Leonardo. O Leonardo não tem ensino superior, levamos o diploma do ensino médio e o atestado do curso do Senai. Sobre o curso profissional a informação mais importante a saber é a carga horária, afim de ser possível uma comparação com algum curso do Quebec.
Então quis os comprovantes de nível de francês e inglês. Foi aí que ele me pediu para explicar em inglês as minhas motivações para ir ao Canadá. Putz, essa foi a hora que mais travei! É incrível! Isso porque trabalho em inglês e me sinto muito mais a vontade em falar inglês. Acontece que pratiquei tanto responder essa pergunta em francês, que acabei me embananando... mas no fim saiu...
Logo em seguida nos pediu os comprovantes de experiência profissional. Dica importante: leve mais de um comprovante de trabalho, além da carteira de trabalho, leve também um holerite, ou o contrato de trabalho... Eu me encontrei numa enrascada pois não pensei nisso e só levei minha carteira de trabalho. M. LeBlanc olhou e disse "e o outro comprovante?", eu não entendia, e ele repetia "o outro comprovante?". Por sorte tinha na carteira minha carteirinha de professora da STB. Ele aceitou. UFA! Mas o problema não foi só esse. O Leonardo sequer tinha a carteira de trabalho... ele acabou de ser contratado por uma nova empresa e não conseguiu que devolvessem para a entrevista. Ou seja, comprovante nenhum! O que o M. pediu foi que meu marido escrevesse o nome da empresa nova no nosso formulário.
Uma coisa que eu acreditei ser de extrema importância mas que não senti servir pra nada, foi redigir nossos planos profissionais. Fiz bonitinho o plano A, plano B, plano C. Mas o que ele quis mesmo ver foram as ofertas de trabalho que nós haviamos levado como exemplo. Assim que entregamos ele foi comentando, "esse é plano c", "esse é plano b" (se referindo ao meu plano a). Pediu nossos CVs, deu uma olhada, pegou dois papeis como rascunho e nos deu uma aula de como fazer um currículo. "Primeira informação é essa, o mais importante é isso. vocês tem que valorizar os conhecimentos que ja têm, etc".
Meu plano A era ser assistente de classe. Ao invés disso ele me incentivou a correr atrás da equivalência do meu diploma desde já. Disse que eu devo correr atrás de ser professora, que o salário é melhor, que a profissão é melhor vista lá do que aqui no Brasil, etc. Me disse que posso começar como professora substituta, dar aulas de inglês, etc. Já para meu marido, recomendou que ele começasse como operador de máquinas, que é algo que ele conseguirá exercer assim que chegar no Quebec, e que apos conhecer o mercado do Quebec, ele pode passar para o setor de vendas técnicas para a indústria (que é o que ele faz hoje).
Sobre as nossas profissões o M. LeBlanc pareceu muito empolgado, nos deu várias dicas. Me recomendou um curso de francês técnico para que eu possa voltar à faculdade, fazer as provas de admissão... Nos recomendou também escolher a cidade de destino a partir das ofertas de trabalho para o Leonardo, já que é num setor específico e que, como sou professora, posso dar aulas em qualquer região do Quebec.
Ele então começou a imprimir a papelada, me perguntou se tinha alguma dúvida, nos entregou o Apprendre e foi levantando enquanto reforçava as dicas sobre nossa profissão e sobre o que deveríamos fazer ao chegar no Quebec.
Por fim achamos que foi tanta informação, foi tanta coisa que não tivemos sequer tempo para identificar o momento que ele decidiu que estávamos aprovados. Saímos da sala ainda muito agitados e levamos um tempo para processar.
Gostamos muito da experiência. Eu costumava dizer que gostaria de receber meu CSQ pelo correio, mas depois de passar pela entrevista e conhecer o M. LeBlanc, retiro o que disse. Vale muito a pena a experiência. Foi muito importante para nos dar um novo ânimos para o processo federal.
E que venha a nova etapa!!