19 de junho de 2014

O que saber antes de se mudar para o Canada?

Está chegando o momento aguardado a tanto tempo, nossa mudança. Mas antes, é importante que tenhamos todas as informações necessárias: como será nossa recepção, documentos a trazer, a traduzir, onde nos dirigir ao chegar, quais documentos solicitar, como alugar um apartamento, como matricular as crianças numa escola, etc.

Existe uma ferramenta para ajudar os novos imigrantes nesse momento de planejamento, o Living in Canada. Respondendo algumas questões, seu perfil é criado, contendo diversas informações para o começo da vida no Canadá.

Aqui colocarei alguns pontos iniciais para quem possui a Residência Permanente. (Se você está indo para o Canadá com outro perfil, utilize o questionário do Living in Canada para informações mais precisas)

Chegando no Canadá
Você pode se preparar para sua chegada no Canadá tendo certeza que conhece todos os passos envolvidos, e que possui todos os documentos necessários que você e sua família precisam.
Na chegada você precisará apresentar: um visto canadense, a confirmação de sua residência permanente, e um passaporte válido, para você e cada membro da sua família viajando com você.

Você também precisará apresentar duas cópias de uma lista detalhada com todos os itens que estiver levando com você, e duas cópias de uma lista de itens que chegarão depois e seus respectivos valores.


As primeiras semanas no Canadá
Seguem alguns passos importantes a serem feitos nas primeiras semanas para começar sua vida no Canadá:

  • Use o mecanismos de busca para encontrar organizações de ajuda aos imigrantes de sua comunidade. Eles podem te ajudar em muitos passos de seu plano de acomodação, incluindo cursos de idioma e busca por emprego.
  • Peça sua identificação canadense com foto, como carteira de motorista, o qual deverá carregar com você sempre.
  • Peça o Cartão de Número Social (SIN), um cartão com noves dígitos numéricos que precisará para encontrar emprego no Canadá ou para ter acesso aos programas e benefícios do governo.
  • Peça seu cartão de seguro público de saúde. Em Ontário, esse cartao é chamado de Health Card. Seu visto de trabalho ou estudo deve ser válido por no mínimo seis meses para poder solicitar um health card.
  • Se você não receber por correio dentro de seis meses de sua chegada, peça um cartão de residência permanente. Esse é um importante documento de viagem e que comprova seu status de residência permanente.
  • Alugue ou compre uma casa ou explore outras opções de moradia.
  • Abra uma conta em um banco canadense e peça um cartão de crédito para que possa começar a estabelecer seu histórico de crédito no Canadá. Isso facilitará para você conseguir um empréstimo ou financiamento no Canadá.
  • Troque seu dinheiro por dolares canadenses.
  • Consiga um mapa de sua área e saiba mais sobre o transporte público.
  • Contate uma escola ou conselho escolar para matricular seus filhos.

15 de junho de 2014

Coisas a saber antes de estudar ou trabalhar no Canadá

Sistema de imigração canadense se deteriora lentamente, uma revolução silenciosa

por 

[ARTIGO TRADUZIDO - THE STAR] Ottawa vem realizando transformações significativas na política de imigração canadense, discretamente, como se estas mudanças não tivessem relação alguma com o tipo de sociedade que os canadenses desejam construir para o futuro.
Os canadenses estão preocupados, mais especificamente, com os recentes escândalos envolvendo o programa de trabalhadores estrangeiros temporários. Mas não vamos nos enganar: este programa e sua má gestão representam apenas parte desta grande e dissimulada reforma de um sistema que poderia precisar de ajustes, ou talvez não.
Pesquisadores da Universidade Ryerson, em parceria com o prestigiado Migration Policy Group, estão atualizando o Índice de Eficácia das Políticas de Migração (MIPEX) para o Canadá. Este índice compara e classifica países com base na eficácia de suas políticas de imigração e, nesta classificação, o Canadá chegou a estar entre os três primeiros colocados em 2011. No entanto, a equipe da Ryerson ficou chocada com suas descobertas sobre o que vem acontecendo desde então.
As políticas de imigração canadense, que um dia quebraram paradigmas, vêm sendo transformadas em um sistema que atende primordialmente aos empregadores, tratando os imigrantes não como futuros cidadãos ou membros das comunidades e famílias canadenses, mas sim como mão de obra barata ou conveniente. Esta é uma diferença marcante em relacao à política anterior.
Após a Lei de Imigração de 1967, o Canadá começou a selecionar seus imigrantes com base em características como educação, experiência profissional e proficiência em inglês ou francês. O sistema de pontos permitia um processo de seleção transparente, superando o racismo que até então dominava o sistema. Com uma combinação de pragmatismo e equidade, esse sistema ganhou o respeito de outros países e, mais do que isso, alguns destes estão inclusive considerando-o como um modelo para suas próprias políticas de imigração.
Se o governo continuar no caminho atual, em 2015 o sistema de pontos já terá desaparecido completamente do processo de imigração canadense e terá sido substituído pelo Express Entry, que é essencialmente um banco de empregos a serviço do governo e da indústria. A função deste banco é associar os imigrantes potenciais aos empregadores que buscam trabalhadores. De acordo com o órgão Citizenship and Immigration Canada, o novo programa permitirá a seleção dos “melhores candidatos… ao invés de escolher os primeiros da fila”. Ironicamente, este mesmo governo acusa os imigrantes refugiados de serem “fura-filas” e recusa receber as pessoas que mais necessitam da proteção do Canadá.
Nunca se viu um pragmatismo tão explícito desde a Lei Railway de 1925, que deu a duas companhias ferroviárias canadenses um poder praticamente total sobre o processo de imigração. Esse triunfo do pragmatismo, que está prestes a completar cem anos, permitiu ao Canadá admitir pessoas e deixá-las ficar aqui somente enquanto o país precisava de sua força de trabalho. Como se não bastasse tanta “generosidade” nas boas-vindas, o governo criou práticas como o infame Chinese Head Tax, imposto que praticamente impedia os trabalhadores chineses de se reunirem com seus cônjuges e filhos.
Em 1967, a Lei de Imigração do Canadá enfatizou a importância da família, garantindo que os imigrantes pudessem patrocinar a vinda de seus cônjuges, filhos, dependentes, pais e avós. Este ponto central do processo agora está sob ameaça. Atualmente, o Canadá define os filhos menores de 22 anos como dependentes, mas o governo planeja alterar o limite de idade para 19.
Em 2012, o governo estabeleceu uma exigência de dois anos de residência para que os imigrantes pudessem pedir para patrocinar a vinda de pais e avós como residentes. Embora esta exigência tenha sido eliminada no início deste ano, um novo sistema, radicalmente diferente, exige agora uma renda mínima 30% superior para as famílias que desejem patrocinar a imigração de outras pessoas. Se antes os patrocinadores eram obrigados a se responsabilizar pelos membros da família durante 10 anos, a nova exigência é de 20 anos. Além disso, o novo limite de familiares patrocinados no país é de 5.000 por ano.
O governo conservador não só tornou mais difícil a entrada dos imigrantes no Canadá, mas também a sua permanência e a aquisição da cidadania. A propostaCitizenship Bill C -24, atualmente no Parlamento, aumenta o tempo de residência requerido para a cidadania de três para quatro anos; triplica a taxa de pedido de cidadania; retira o direito do imigrante de recorrer em caso de uma decisão negativa; revoga a cidadania de pessoas naturalizadas se algum funcionário do governo acreditar que o indivíduo nunca teve a intenção de viver no Canadá; e pode ainda revogar a cidadania caso a pessoa seja condenada por determinados crimes, mesmo que tal condenação tenha ocorrido fora do Canadá. O jornalista Oakland Ross, do The Star, comentou recentemente que estas últimas modificações “muito provavelmente impediriam Nelson Mandela de obter a residência” no Canadá.
A implementação de mudanças radicais na política de imigração, que tanto interferem na identidade do Canadá, deveriam exigir um debate nacional amplo e transparente. Será que os canadenses realmente querem que o pragmatismo tenha supremacia absoluta sobre as considerações éticas na política de imigração? Será que a contribuição econômica deve se tornar o único critério para a seleção de imigrantes? Por que o Canadá deseja dificultar o processo para que os imigrantes se tornem cidadãos? Infelizmente, este debate – tirando a discussão atual sobre os trabalhadores estrangeiros temporários e sobre a recusa de acesso à saúde pública para os refugiados – não está ocorrendo.
No lugar de um debate, os canadenses estão sendo surpreendidos com uma verdadeira revolução em seu sistema de imigração: um acúmulo de supostas “melhorias” aparentemente inofensivas que são camufladas através de projetos de lei e procedimentos oficiais de pouca pertinência,como se elas não tivessem ligação alguma com a ética, a justiça e o tipo de sociedade que os canadenses querem construir para o futuro.

Os canadenses provavelmente não vão notar que essa revolução está acontecendo até que os futuros resultados do MIPEX indiquem que a eficácia do processo de imigração do Canadá, quando comparada à de outros países, vem caindo de posição na lista –e caindo lá pra baixo.
Fonte: Site OiToronto.ca

3 de maio de 2014

Tam terá voos diários para o Canadá

Segundo informação do site Melhores Destinos, a TAM recebeu essa semana autorização da Secretaria de Aviação Civil para operar voos do Brasil ao Canadá. Ao todo foram liberados sete voos de ida e volta semanais entre os dois países, que poderão ser usados para ligar qualquer cidade brasileira e canadense, dentro das limitações de horários nos aeroportos.

Ainda não é possível saber de quais cidades brasileiras os voos sairão, nem para quais destinos no Canadá. Como são apenas sete voos semanais, é muito provável que seja um voo diário ligando duas cidades, cenário em que dispontam como favoritas São Paulo e Toronto, mesma rota operada hoje pela Air Canada.


No entanto, só será possível saber as cidades e horários quando a companhia fizer a solicitação de horários à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Hoje, apenas a Air Canada tem voos diretos entre os dois países, mas várias companhias operam voos com conexões.

Esperamos que com essa novidade possamos encontrar mais opções de tarifas para o Canadá.

2 de maio de 2014

A saga das passagens


E chega o dia em que precisamos marcar a data da viagem. Muito frio na barriga. E muitas dúvidas!
Quando, como, e para onde vamos?

Comecei a pesquisar passagens assim que recebemos os passaportes. Todos felizes decidimos o óbvio: vamos em julho! E o que acontecerá em julho esse ano? A copa! Como se não bastasse ser um período de alta estação, temos um período também de grande movimento aéreo no país.....

Bom, temos que estar lá até janeiro/2015, então não precisamos necessariamente ir em julho, porque não em setembro? Maravilha! Consegui um preço muito bom pela Copa Air, R$1400,00 por pessoa. Para vocês terem uma noção de diferença entre julho e setembro, a tarifa em julho está em média R$3000,00 por pessoa! Para uma família de 4 integrantes, mais taxas de embarque para todos, chega a quase R$15.000,00!! OUCH!!

Então que mais uma vez nos deparamos com a realidade. Não fizemos uma economia tão grande, ir com duas crianças, sem emprego, sem uma quantia suficiente que nos dê segurança, nos faz sentir um bocado inseguros. Então decidimos que não iremos para ficar, faremos o landing e voltaremos para nos organizarmos melhor.

Então que com essa decisão, mais uma vez nossa opção de voo tem que mudar. Se pretendo voltar, pretendo também continuar no meu emprego. Dessa forma, não posso ir em setembro para ficar duas semanas fora... Também não haverá um feriado tão longo no segundo semestre que me possibilite a viagem... Voltamos então para a opção "julho".

Vasculhei todos, TODOS! os sites de vendas de passagem pela internet, fiz cotações com várias agências de viagem, e cheguei a conseguir encontrar uma passagem que pudesse caber em nossos bolsos. Fiquei toda feliz, liguei para o marido, ele também se animou. Telefonei para o agente de viagem para efetuar a compra, quando ele me faz a pergunta "você possui visto americano?". Na hora soube que ele se referia ao visto de trânsito nos EUA, pois os voos que eu estava comprando teriam escala/conexão lá. Eu respondi tranquilamente "não tenho, mas providenciarei. Isso não é problema".

Ao falar isso para o atendente percebi que poderia estar me precipitando. Pedi para ele segurar a reserva e fui pesquisar: para o visto de trânsito nos EUA são cobrados US$160 por pessoa!! Ou seja, eu pagaria 4x esse valor, além das quatro passagens no mês de julho!

Desanimei...

Então resolvi desacelerar e esperar o segundo semestre. Enquanto isso esperarei promoções, quem sabe com a novidade da TAM ter vôos diretos e diários para o Canadá não haverá uma baixa nos valores?

Durante essas minhas buscas encontrei ótimas dicas no site Melhores Destinos, inclusive sobre as promoções que apareceram pela Copa. Lá você também encontra um guia de como comprar suas passagens, com todas as informações que precisar.

E para nós, dedos cruzados para boas promoções!

23 de março de 2014

Passaportes em Mãos!!

É com muita alegria que anunciamos que nossos passaportes chegaram!


Agradecemos a todos pela torcida!


3 de março de 2014

Custo de vida em Toronto - Quanto custa morar na cidade mais agitada doCanadá?

EXTRAÍDO DO SITE OiToronto.ca

por 5 jun 2012
Existe uma série de fatores que faz com que Toronto seja uma das melhores cidades do Canadá para se morar: É um dos principais centros financeiros do mundo, bastante segura e extremamente cosmopolita. Porém, viver nesse “paraíso moderno” cheio de arranha-céus e bairros com características próprias tem um preço, e não é nada barato.
De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela Mercer (uma das principais empresas de consultoria do mundo), Toronto é a metrópole mais cara do país para se viver. Para fazer um levantamento do custo de vida em Toronto, o estudo levou em consideração o quanto é gasto em alimentação, transporte, moradia, entretenimento, roupas e outras despesas, fazendo com que a maior cidade do Canadá ficasse à frente de Vancouver no custo de vida.
O estudo da Mercer analisou 214 cidades nos cinco continentes, traçando um comparativo entre elas. Toronto ficou em 59o lugar, na frente de Los Angeles e Dubai. A mesma pesquisa indicou que São Paulo é a cidade que possui o maior custo de vida no Brasil, ficando entre as 10 metrópoles mais caras do mundo. Outras cidades brasileiras que entraram no ranking foram Rio de Janeiro e Brasília (ambas com o custo de vida maior que o de Toronto, segundo o relatório). No topo do ranking ficou Luanda (em Angola), seguida de Tóquio (no Japão) e Jamena (no Chade).
De acordo com a Statitics Canada (órgão do governo canadense responsável por produzir estatísticas sobre a população e economia do país), uma família padrão que vive em Toronto gasta por ano em torno de $73 mil. Isso inclui:
  • $8.132 em alimentação
  • $17.185 em aluguel
  • $3.549 em entretenimento
  • $18.488 em impostos pessoais
  • $10.676 em transporte
  • $1.824 em saúde
  • $2.435 em educação
  • $1.331 em tabaco e álcool
  • $5.734 em seguro pessoal e aposentadoria
  • $4.053 em manutenção domiciliar
O mesmo estudo indicou que uma família residente em Vancouver (que tem a reputação de ser uma das metrópoles mais caras do mundo para morar), gasta em média $68 mil por ano. Porém, é preciso ressaltar que esses dados são de 2009, e é possível que a cidade tenha ultrapassado Toronto no custo de vida.
Um relatório da CREA (uma associação de consultores imobiliários no Canadá) mostrou que a compra de uma casa em Vancouver gira em torno de $806.094, enquanto em Toronto custa cerca de $502.508. Já no aluguel de um apartamento de um quarto, existe uma pequena diferença, mas Toronto fica em desvantagem. O preço na capital de Ontário é de aproximadamente $977, enquanto em Vancouver custa $964.
Calgary está entre as cidades com o custo de vida mais baixo do Canadá na lista divulgada pela Mercer. É possível que um dos responsáveis por isso seja o fato de que Alberta é a única província do Canadá que não paga PST (imposto sobre vendas provinciais). Uma outra cidade que fez parte do estudo foi Ottawa, que também possui um custo de vida baixo comparado a outras cidades canadenses mencionadas pela Mercer na pesquisa.

Para qual cidade vamos?



Depois de tanto tempo de processo, nossos possíveis destinos foram vários.
Quase fomos para Sherbrooke na época que consegui a bolsa na Bishop's University, nos programamos para morar em Gramby se o marido conseguisse emprego na NSA Authomatec pela Missão Quebec. Pensamos em Montreal pela quantidade de amigos, mas também já estudei a possibilidade de juntar a vida em duas províncias e morar em Gatineau. As possíbilidades agora estão abertas, então qual será nosso destino?

Para fazer essa escolha comecei a levar em consideração as melhores chances de adaptação para minha família. Como sabem, sou professora, trabalho há anos em escola internacional/bilíngue. Sendo assim, uso o inglês para me comunicar por 8 horas do meu dia, todos os dias. Meus dois filhos estudam nessas escolas há dois anos, ou seja, eles já são bilíngues no idioma inglês. Será que ir para o Quebec e começar o processo de aquisição de um novo idioma seria a melhor escolha? Todos teríamos que aprender o francês (no meu caso e do meu marido o nível é intermediário).

Pensando na opção que proporcionaria para a minha família a maior chance de sucesso, estudo hoje para qual cidade anglofona iremos. Tendo para Toronto, mas Calgary ainda está na lista de opções.

Qual será nosso destino?

23 de fevereiro de 2014

Renovando Passaportes

O pedido de passaporte chegou, mas é preciso ter atenção para a validade do passaporte, especialmente para o caso das crianças.

A validade dos passaportes é de até 05 anos. Expirado o prazo de validade deverá ser solicitado novo passaporte.

O passaporte para menor de 4 (quatro) anos terá validade definida de acordo com sua idade, conforme abaixo:

Idade\Validade
1 ano2 anos3 anos4 anos5 anos
 0 a 1
   x
 1 a 2
    x
 2 a 3
    x
 3 a 4
    x
 +4
     x


Fizemos o primeiro passaporte do Nicholas quando ele tinha apenas alguns meses de vida para dar entrada em nosso processo de imigração. Esse passaporte foi válido por apenas um ano. Já o Miguel tinha 4 anos quando fizemos seu passaporte. Assim que recebemos o pedido de passaportes para o visto de residência permanentes, fui verificar a validade dos passaportes das crianças. O passaporte do Nicholas havia vencido em 2012 e do Miguel em 2013. Já tanto o meu quanto do meu marido vencerão em novembro de 2014.

Pensando que nosso prazo máximo de validade no visto de residência permanente é fevereiro de 2015, data que completa um ano de nossos exames médicos, resolvemos renovar o passaporte de todos.

Solicitei renovação de passaportes através do site da Polícia Federal, agendei um dia para a emissão. Porém, quando meu marido foi com as crianças emitir seus passaportes, foi informado que não poderia efetuar a emissão sem minha presença ou sem uma autorização minha com assinatura reconhecida em firma.

Informação nova pra mim. Como pode ser nova para você também, segue informação oficial do site da Polícia Federal:

Quando se tratar de menor de 18 anos, será exigida autorização de ambos os genitores ou do responsável legal, Formulário de Autorização para Obtenção de Passaporte para Menor, salvo nos casos de cessação de incapacidade previstos em lei.
Em caso de menor sob guarda judicial de um dos genitores, não sendo possível o comparecimento do outro, ou sua autorização no Formulário de Autorização para Obtenção de Passaporte para Menor, será indispensável autorização judicial.
A autorização dos genitores, no formulário de autorização, poderá efetivar-se:

I - pela assinatura de ambos no formulário, na presença do servidor responsável pela conferência dos documentos;
II - comparecendo apenas um dos genitores, pela assinatura deste no formulário de autorização e:
a)   pela apresentação de certidão de óbito do outro genitor;
b)   pelo reconhecimento, por autenticidade, da firma do outro genitor no formulário de autorização;
c)   pela assinatura do outro genitor no formulário de autorização, transmitido via fac-símile, ou mensagem eletrônica, de outra unidade do DPF ou repartição consular brasileira no exterior, conferida por servidor da unidade transmissora devidamente identificado no documento;
d)   pela apresentação de procuração pública específica, autorizando a emissão de passaporte para o menor, outorgada por um genitor ao outro, lavrada em repartição notarial no País ou repartição consular brasileira no exterior, com prazo de validade não superior a um ano.
-  Não sendo possível o comparecimento de nenhum dos genitores em unidade do DPF, o formulário de autorização deverá ser substituído por:
I -   procuração pública específica, autorizando a emissão de passaporte para o menor, outorgada por ambos os genitores a pessoa maior, lavrada em repartição notarial no País ou repartição consular brasileira no exterior, com prazo de validade não superior a um ano;
II -   procuração pública específica, autorizando a emissão de passaporte para o menor, outorgada por ambos os genitores a pessoa maior, lavrada em repartição notarial estrangeira, acompanhada de tradução por tradutor juramentado e devidamente consularizada, com prazo de validade não superior a um ano.
-  No caso do item anterior, o menor será representado pelo procurador que deverá comparecer à unidade da PF, juntamente com o menor.
-  Os genitores, o responsável legal ou o procurador deverão comprovar a identidade mediante apresentação, em original, de quaisquer dos documentos enumerados no link "documentação necessária".

9 de fevereiro de 2014

Pedido de passaporte e Residência permanente

E chegamos ao grande momento, o desfecho desse longo processo, o pedido de passaporte.
 Recebemos por email a notificação. Tive que ler duas vezes para ter certeza se tinha entendido direito sobre os prazos e sobre o pagamento da taxa. 

A taxa é de 490 dolares canadenses e deve ser paga pelo aplicante principal e seu conjuge. Independente da idade, dependentes são isentos do pagamento desse valor. Essa taxa deverá ser paga num prazo de 30 dias.

A validade do visto de residência permantente é a mesma dos exames médicos, ou a de seu passaporte caso ele tenha a validade inferior à dos exames. Será considerado o vencimento mais próximo. Se seu passaporte está prestes a vencer, renove-o antes de enviá-lo para o consulado.

Sobre a residência permanente

Se seu pedido é aceito, você e sua familia receberao o visto de residencia permanente. Vocês se tornarão  residentes permanentes do Canada quando se mudarem para o Canada e validarem seus vistos. Algumas condições se aplicarao:

  • Voce será um residente permanente até que se torne um cidadão canadense, contanto que passe pelo menos dois de cada cinco anos no Canada.
  • Voce podera entrar e sair do Canada quantas vezes desejar.

Direitos

Como residente permanente, você e sua familia terão os direitos de:
Viver estudar e trabalhar enquanto forem residentes permanentes
Ter acesso a maioria dos beneficios sociais como cidadãos canadenses
Aplicar para a cidadania canadense, e se conseguí-la, aplicar para o passaporte uma vez que tenha sido residente permanente por três dos últimos quatro anos.

Limitações

Existem algumas limitações para os residentes permanentes:
- você não pode votar em algumas eleições
- você pode não ser elegível para alguns empregos que requeiram alto nível de segurança
- se você ou algum membro da sua familia cometer um crime sério, você ou um membro da sua familia poderá perder a residência permanente e ser deportado do Canada.

Obrigações

Como residente permanente, voce tambem tera as mesmas obrigacoes legais de um canadense, como pagar taxas e respeitar todas as leis federais, provinciais e municipais.

O cartao de residência permanente

Para todos novos residentes permanentes serão emitidos cartões como parte do processo. Os cartões serão enviados para seu endereço residencial assim que se tornar um residente permanente.