30 de setembro de 2009

Aulas em Yale

Bom pessoas, como vocês sabem, estarei indo como estudante universitária para o Canadá. E o meu maior medo é chegar lá e não dar conta da vida acadêmica. Ao ler o post da Dani sobre as primeiras aulas dela num College lá, fiquei com mais medo e percebi que será mais dificil do que posso imaginar (e olha que tenho imaginado bastante!).
Para simular a situação de estar estudando numa universidade estrangeira assisti às aulas disponíveis online da universidade americana Yale (que já devem ter ouvido falar). E para ser honesta fiquei super orgulhosa de mim mesma, pois entendi tudinho - quer dizer, quase tudo, os tais dos neutridios, ou coisa parecida, não entendi direito não. Quem me deu a dica do site Open Yale foi meu professor de inglês, que colocou como tarefa para a prova oral assistir uma aula de psicologia e contar para os demais alunos sobre a aula. Ele escolheu o tema psicologia por ser o professor Paul Bloom canadense. E segundo meu professor o sotaque canadense é o mais claro de se entender. Mas há varias outras aulas sobre outras áreas: astronomia, biomedicina, classicos, economia, inglês, história, filosofia, fisica, ciências políticas, psicologia e estudos religiosos. As aulas estão disponíveis para download, em vídeo e mp3, e também da pra baixar a transcrição da aula. Acho que vale a pena conferir não só aqueles que pretendem estudar no exterior, mas os interessados nessas áreas, e quem quer praticar o idioma. Fica então mais uma dica.

29 de setembro de 2009

Relatório sobre a educação infantil canadense

Dia 15 de setembro saiu uma reportagem no CBC News com os resultados de um relatório de pesquisa sobre a educação infantil canadense. Fiz uma tradução simples, que segue abaixo:
Pré-escola inacessível para muitos: relatório
O Canadá não tem um sistema de educação infantil e care sevices bem-concebido, integrado e adequadamente financiado para atender as necessidades da maioria das famílias e das crianças, segundo um relatório divulgado na terça-feira.
O relatório da Unidade de Pesquisa e Recursos da Infância de Toronto (Toronto-based Childhood Resource and Research Unit) diz que as instituições educacionais e os care services em todo o país estão em falta, ou como os jardins de infância públicos, não consideram a necessidade do mercado de trabalho desses pais e estando disponíveis apenas para uma minoria de crianças em idade pré-escolar.
O relatório também afirma que os serviços regulamentados de child-care são muitas vezes caros demais para as famílias comuns ou de qualidade insuficiente para ser considerado “desenvolvimentista”.
O grupo de pesquisa e educação constatou que a participação das mães no mercado de trabalho continua a crescer, com 77 por cento das mulheres com crianças de três a cinco anos trabalhando.
Ao mesmo tempo, o número de vagas em creches regulamentadas em 2008 podia acomodar apenas 20,3 por cento das crianças de até cinco anos de idade, um aumento de um por cento em relação a 2006.
Durante esse período, serviços de child-care com fins lucrativos teve um crescimento acentuado, representando 25 por cento das vagas no ano passado, acima dos 21 por cento de 2006.
“Embora a participação assalariada no mercado de trabalho se tornou um padrão para as mães de crianças pequenas, e as evidências sobre os benefícios da qualidade de programas para a primeira infância têm acumulado, a situação não progrediu significativamente”, afirmou o grupo de pesquisa no oitavo de seus relatórios semestrais.
Constatou-se que o crescimento de espaços de educação infantil diminuiu, com 29.791 sendo adicionado em 2008, em comparação com os 32.668 em 2005 e 50.831 em 2003.
O gasto também está crescendo em um ritmo mais lento, com os orçamentos provinciais e territoriais da educação infantil aumentando apenas 147,3 milhões de dólares entre 2006 e 2008. Isso representa uma queda brusca em relação à alguns anos anteriores, quando os orçamentos aumentaram 538,3 milhões de dólares entre 2004-2006 e 512,1 milhões de dólares entre 2002-2004.
O grupo também observou que em um estudo de 2008 feito pela UNICEF – onde mede a qualidade, acesso, financiamento e políticas de educação e cuidado infantil – classifica o Canadá abaixo de 25 países desenvolvidos, empatando com a Irlanda.
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Bom, eles constataram o que qualquer um com bom senso ja notou. Esperamos que não levem muito tempo para reformularem a política de educação infantil.
O artigo original pode ser lido aqui.

27 de setembro de 2009

Educação Infantil

Hoje me deparei com uma informação que me deixou perplexa: no Canada (corrigindo: em Toronto) apenas depois dos 4 anos de idade o governo garante educação infantil gratuita!! Como é que o governo incentiva o nascimento de crianças e não dá o suporte necessário para os pais poderem trabalhar? Achei no mínimo incoerente.
Crianças menores de 4 anos só podem ir duas vezes por semana por poucas horas em escolas publicas. Se os pais precisam trabalhar é necessário ir atrás de Day Cares que são privadas e cobram mensalidades altíssimas (entre $600 e $1500), quanto mais nova a criança, mais caro a mensalidade.
Os grupos de idade e os profissionais são distribuídos da seguinte maneira:
Infant 0 – 18 meses ........................ 3 adultos para cada 10 crianças Toddler 18 – 30 meses .................. 1 adulto para cada 5 crianças Preschool 2.5 – 5 anos .................... 1 adultos para cada 8 crianças Junior Kindergarten 4 anos ........... 1 adultos para cada 10 crianças Senior Kindergarten 5 anos ........... 1 adultos para cada 12 crianças School age 6 – 12 anos ...................1 adultos para cada 15 crianças *Há algumas excessões
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O governo oferece subsídios para os pais que comprovarem precisar de ajuda nos custos dos daycares, porém há uma fila de espera enorme para esse benefício, pode chegar a uma espera de mais de um ano. Dessa forma, aos pais que pretendem imigrar com filhos pequenos é melhor se informarem dos valores, das opções existentes e das vagas.
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Como o Miguel completará 4 anos em setembro de 2010 - um mês depois de nossa chegada - ele poderá estudar no junior kindergarten. Ainda vou estudar melhor as informações. Qualquer novidade posto aqui.
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Há uma calculadora onde podemos saber qual será o valor médio que pagaremos nas daycare, no mesmo site podemos encontrar as daycares e saber se há vagas, é só clicar aqui. Os dados que encontrei estão nos links ChildCareCanada.org e Toronto Children's Service

25 de setembro de 2009

Eu não sou daqui

No site Oi Toronto, podemos conhecer brasileiros que já imigraram e passam suas impressões sobre o Canadá e todo o processo de adaptação à nova vida. Para nós que em breve estaremos embarcando para a mesma experiência, é muito interessante conhecer essas histórias de sucesso. Esse é um dos vídeos encontrados no site: video

23 de setembro de 2009

Orçamento - móveis

Para a maior parte dos recém chegados ao Canadá, uma das melhores opções para mobiliar a casa é a famosa loja IKEA, já que seus produtos são mais baratos e à pronta entrega.
Eu já estou fazendo o orçamento do que precisarei de primeiro momento para sobreviver os primeiros meses. Dê só uma olhada nos preços e produtos:
TOTAL = $1659,90
Isso porque não considerei detalhes como cortinas, potes para armazenamento de comida, eletrodomésticos, etc. Ainda será necessário rezervar um dinheiro para as compras das roupas de inverno. Tudo isso deve entrar no orçamento geral que devemos levar para os primeiros meses. Só espero não esquecer nada.
Quem quiser conferir o site da IKEA e fazer seu próprio orçamento o link está aqui.

22 de setembro de 2009

Trabalhar com o quê? (Parte 1)

Já comentei que passarei os dois primeiros anos de Canadá apenas estudando, sendo assim sobrará para o Leonardo trabalhar para nos sustentar. Sabemos que ao chegar lá, nossa experiência de trabalho brasileira não contará muito, ainda mais tendo ele trabalhado em pequenas empresas. Considerando a oportunidade de recomeçar, paramos para analizar as profissões que ele gostaria de trabalhar. Aqui o Leonardo trabalha como vendedor de tubos de aço, é uma área com pespectivas de grandes ganhos, porém exige uma carga emocional muito grande. O stress que ele sofre todo dia fez com que descartássemos a possibilidade de retorno para essa área no Canadá. Na verdade, segundo ele, o que ele quer é trabalhar sossegado, em profissões simples. Há alguns anos o Leonardo fez um bico como motorista de entrega de produtos de higiene para lojas e gostou da rotina, ou da falta dela. Pensar em ser um motorista de caminhão no Brasil é algo impensável para quem quer ter o mínimo de qualidade de vida: convênio (ja que a saúde publica não funciona), escola particular (ja que a educação pública não tem qualidade), moradia, carro, alimentação, e lazer. Para ter tudo isso é preciso um salário de pelo menos R$2.500,00. Quais profissões se enquadram nessa faixa salarial? Além do salário, ser caminhoneiro no Brasil também conota uma imagem estereotipada sobre o profissional, uma pessoa de determinada classe social, com determinado estilo de vida.

Já no Canadá.... ser caminhoneiro é apenas mais uma profissão, e que ganha bem! Um long-haul truck driver ganha em média CA$20,00 por hora. O Leonardo adorou a idéia de trabalhar com isso. Mas para falar a verdade, acho que ele está acreditando que será emocionante como ele vê no programa do History Channel "Caminhoneiros do Gelo", que atravessam o Alasca.

Para incentivar ainda mais a idéia do Leonardo se tornar um "caminhoneiro do gelo" (rs), as províncias de Alberta e British Columbia têm uma classe de imigração destinada para profissionais de classe C e D do NOC (projeto piloto) nas seguintes indústrias:

  • Indústria de processamento de alimentos e bebidas
  • Indústria hoteleira:
  • - Garçons (food and beverage servers) e atendentes de quarto
  • - Balconistas e recepcionistas
  • Insdústria de manufatura
  • Indústria de transporte rodoviário
  • Indústria Alimentícia (foodservices)
Por enquanto, é apenas um idéia. Não sei se vou gostar de ficar longos períodos sozinha, já que serão longas distâncias. De qualquer forma o Leonardo vai providenciar a carta de motorista classe D e E. Quanto mais opções tivermos, mais seguros nos sentiremos.

21 de setembro de 2009

Três anos de vida

Faz três anos que minha vida mudou de sentido. Faz três anos que abro mão de mim por outro alguém, alguém que me faz ser mais forte, mais madura, mais realista.
Hoje faz três anos que tenho meu filho MIGUEL para melhorar todos os meus dias.
Te amo, filho!
Feliz Aniversário

18 de setembro de 2009

Permissão de trabalho para conjuges de estudantes

Elegibilidade
Seu conjuge ou companheiro estável pode pedir uma autorização de trabalho se:
- você é um estudante em tempo integral em:
  • instiuição pública de ensino superior, universidade ou faculdade d'enseignement général et professionnel (CEGEP), em Québec.
  • instituição privada pós-secundária que opera sob as mesmas regras e regulamentos de uma instituição pública, e recebe pelo menos 50 por cento do seu financiamento para suas operações globais de subsídios do governo (atualmente, apenas a faculdade privada dos estabelecimentos de ensino em Québec se qualificam) ou
  • uma instituição canadense privada autorizadas por lei provincial que concede diploma

- você tem uma permissão de estudo válido, ou - você tem uma autorização de trabalho válida

Validade

A permissão de trabalho para o cônjuge ou companheiro estável são válidos pelo mesmo período de tempo que o sua permissão de estudo ou trabalho.

Nota: cônjuges e parceiros estáveis de estudantes estrangeiros (incluindo os cônjuges ou parceiros de estudantes estrangeiros com vistos de trabalho de pós-graduação) são elegíveis para uma autorização de trabalho aberto, o que significa que não precisa de uma oferta de emprego ou uma opinião sobre o mercado de trabalho do Service Canadá.

Como aplicar

Há cinco etapas para solicitar uma autorização de trabalho:

1. Obtenha um kit de inscrição.

O pacote inclui o guia de candidatura e todos os formulários que você precisa preencher. Faça o download e imprima o pacote de inscrição.

2. Leia o guia.

Leia o manual cuidadosamente antes de preencher o formulário de candidatura. A taxa para processar a sua candidatura não é reembolsável, então se certifique de que são elegíveis para uma autorização de trabalho antes de aplicar.

Copie os formulários em branco e use um como uma cópia de trabalho. Mantenha a cópia de trabalho para seus controle.

3. Preencha o formulário e anexe os documentos necessários.

O formulário de candidatura contém instruções. Leia as instruções e certifique-se de fornecer os documentos exigidos. Se informações ou documentos estiverem faltando, a inscrição pode ser atrasada. A lista de verificação de documentos no kit de inscrição irá dizer-lhe quais os documentos incluir.

Responda a todas as perguntas com cuidado, de forma completa e verídica. As respostas podem ser digitadas ou manuscritas (letra legível com tinta preta). Os pedidos incompletos não serão processados, mas serão devolvidos. Isso atrasá o processo de candidatura.

4. Pague a taxa e receba o recibo necessário.

Você pode pagar a taxa na maioria dos bancos, no Canadá. A taxa de processamento de pedido deve ser pago apenas em moeda canadense. Você também pode pagar online através de Pay my application fees na seção I Need To ... Certifique-se de imprimir o recibo de pagamento e incluí-lo com sua inscrição. Note que alguns cartões de crédito emitidos fora da América do Norte não são compatíveis com o sistema de pagamento on-line.

Quando você pagar a taxa em um banco terá que obter o comprovante original de pagamento (IMM 5401) e enviá-lo com sua inscrição. Para obter o recibo ver Order a fees receipt sob a seção Links relacionados na parte inferior da página.

5. Envie o formulário de inscrição e documentos.

O kit de aplicação contém o endereço de correspondência onde você deve enviar o seu pedido.

Fonte: http://www.cic.gc.ca/english/study/work-spouse.asp

17 de setembro de 2009

Só no Canadá...

Vi essa idéia num tópico da comunidade "Maura, me ajuda!" e resolvi postar as melhores.
  • Só no Canadá as obras terminam antes do previsto e mais baratas.
  • Só no Canadá se coloca aviso que o túnel ficara fechado por 20min na madrugada um mês antes.
  • Só no Canadá tem ônibus 24h e mulher tem direito de descer em qualquer ponto da linha se estiver sozinha e de madrugada.
  • Só no Canadá os motoristas param pra você atravessar a rua mesmo se você estiver atravessando no lugar errado.
  • Só no Canadá o governo inseticida os parques contra mosquitos.
  • Só no Canadá basta deixar a cerveja na varanda para ela estar geladinha antes dos amigos chegarem para a festa.
  • Só no Canadá você vê pedinte de rua desmarcando consulta no psiquiatra.
  • Só no Canadá a mesma pessoa que faz a pizza é aquela que trabalha no caixa recebendo o dinheiro.
  • Só no Canadá chamam lago de praia.
  • Só no Canadá com um emprego part time dá para pagar aluguel, comer, passear...
  • Só no Canadá a licença maternidade é de um ano e pode ser compartilhada com o marido.
  • Só no Canadá piscina publica é limpa, bonita e divertida pra todas as idades.
  • Só no Canadá hockey é o esporte mais popular.
  • Só no Canadá se termina a frase com Eh??
  • Só no Canadá a expressão "kick the bucket" significa "Bater as botas".
  • Só no Canadá você não ouve seu vizinho tocando funk depois das 11 da noite.
  • Só no Canadá (por motivos religiosos) quem usa turbantes pode andar de moto sem capacete.
  • Só no Canadá o voto é opcional e se não votar, o eleitor não poderá reclamar de quem foi eleito.

16 de setembro de 2009

Exchange Students

Como disse no último post, quero ir para o Canadá como aluna de intercâmbio (exchange student). Estou no meu terceiro ano do curso de Pedagogia na Universidade de São Paulo. A USP tem parcerias com universidades de várias partes do mundo, e no Canadá a parceria é selada entre a York University e entre as universidades de Quebec (CREPUQ). Considerando que o meu inglês está muito melhor que meu francês, a minha escolha é pelas universidades com língua inglesa. Apesar de só uma dessas universidades ser em Ontário, existe a opção de cursar na Bishop, que fica em Sherbroke e tem como língua oficial o inglês. Outra opção é a Concordia, em Montreal, que também é de língua inglesa.
Acontece que meu critério de seleção não deve só se basear na língua falada da universidade. Devo considerar que meu marido também vai comigo, e ele vai precisar trabalhar na região onde eu estiver estudando. Ele não sabe uma palavra sequer em francês, e para falar a verdade ele só tem o nível básico de inglês até agora. Seria melhor escolhermos uma região onde ele possa ao menos se comunicar. Já que ele tem noções de inglês, o melhor é irmos para onde ele possa usá-las. Dessa forma, a minha primeira opção é a York, seguindo pela Concordia porque apesar de Montreal estar em Quebec acredito ser mais fácil encontrar trabalho em inglês do que no interior, além da maior proximidade de Toronto. Então o que é preciso para participar do programa de intercâmbio de graduação da York? Primeiramente, apenas alunos vindos de instituições que tenham parceria com a York podem participar. (Para verificar a lista dessas instituições clique aqui) Alguns requisitos podem variar dependendo do nível - graduação ou pós-graduação, e a específica faculdade em que o aluno estuda. Alunos de graduação devem permanecer matriculados numa das instituições parceiras da York University. Se o inglês não é a língua nativa do aluno, ele deve apresentar uma pontuação no TOEFL ou prova equivalente de proficiencia. A pontuação mínima exigida é de 560 para prova feita no papel, e 220 para prova feita no computador. A York não exige uma nota média mínima para alunos de intercâmbio. York University é composta por 10 Faculdades em 2 campus.
  1. Liberal Arts & Professional Studies (AP) [as of July 1, 2009 - combines Arts & Atkinson]
  2. Education (ED)
  3. Environmental Studies (ES)
  4. Fine Arts (FA)
  5. Glendon (GL) * Faculdade localizada em campus separado, aproximadamente 30 minutos de Keele Campus
  6. Graduate Studies (GS)
  7. Health (HH)
  8. Osgoode Hall Law School (LW)
  9. Schulich School of Business (Cursos não oferecidos para intercâmbistas internacionais da York)
  10. Science and Engineering (SC)

As mais diversas informações, desde acomodação, taxas, eventos, transporte, etc. estão organizadas no seguinte endereço: informações

15 de setembro de 2009

Nosso plano

Ok, o plano. Acho que dizer que pretendo imigrar através do Canadian Experience Class é muito vago. Então é melhor explicar. Minha idéia é participar do programa de intercâmbio oferecido pela USP e ir para Toronto cursar o máximo de créditos que eu conseguir (já que estaria estudando de graça). Para me enquadrar no CEC tenho que receber o diploma de graduação canadense. E para isso tenho que concluir meu curso no exterior. Acontece que a York University, e acredito que todas as outras, limitam o total de créditos que um international studant pode cursar com bolsa. Sendo assim só me resta pagar o último ano do curso – que convenhamos, é bem salgado! Assim que tive essa grandiosa idéia me veio a dúvida: mas e meu marido e meu filho? Eles conseguem visto para me acompanhar? Que tipo de visto? A resposta não poderia ser melhor: meu marido ganha o direito de pedir uma permissão de trabalho enquanto estarei estudando. Dessa forma ele ganha experiência canadense e nos custeia. Me deixando apenas com o curso para me preocupar. Mas e a cidadania? Bom, a categoria de international students do Programa de Provincial Nominee possibilita que empregadores contratem estudantes estrangeiros. Os requisitos são:

  • Estar formado (ou se formando em breve) numa instituição canadense aprovada, nos últimos 2 anos.
  • Ter oferta de emprego de período integral, na qual se encontra qualificado, dentro das ocupações aprovadas por Ontário (listadas como NOC A, B ou 0)
  • Ter recebido um formulário de Pre-Screen Approved Position, juntamente com o pacote do empregador de Ontário
  • Ter recebido oferta de salário condizente com as ocupações de entry-level em Ontário
  • Estar em situação legal no Canadá.

Dessa forma poderemos estar estudando e trabalhando legalmente, esperando termos os requisitos mínimos para solicitar a imigração.

14 de setembro de 2009

The Canadian Experience Class (CEC)

O Canadian Experience Class (CEC) é uma das diversas classes de imigração do Canadá. Os requisitos para que se possa aplicar nessa nova classe são:
  • Permição de residência temporária durante o período de qualificação de work experience e qualquer período de estudos em período integral no Canada.
  • Experiência de trabalho em ocupações que tenham os requisitos mínimos para trabalhadores com Skill Type 0, ou Skill Levek A ou B do National Occupation Classification (NOC)
  • Ter experiência de estudo e trabalho no momento da inscrição
  • Conhecimento de Inglês ou Francês (fala, leitura, compreenção e escrita)
  • Não estar ligado a empregos ou cursos não autorizados
  • Não permanecer no Canada quando a autorização estiver expirado
  • Ter sido admitido nos quesitos saúde e segurança

Os candidatos também devem ter:

Trabalhadores temporários estrangeiros:

  • 24 meses de experiência nos ultimos 36 meses

Universitários:

  • 12 meses de experiência de trabalho qualificada nos ultimos 36 meses
  • Ter se formado em instituição educacional de nível superior e obtido a credencial canadence educacional necessária.

Obs: A experiência de trabalho deve ter acontecido depois da conclusão do curso (experiencias on-campus e off-campus não contam). O curso deve ter duração de no mínimo dois anos e deve ter sido cursado no Canada. Cursos a distância não contam.

13 de setembro de 2009

E lá vamos nós!

Eis o começo da nossa jornada, que na verdade já começou há alguns anos. Com algumas informações coletadas essa semana pudemos dizer com precisão que podemos dar início ao nosso processo de imigração para o Canadá. Antes que eu entre em detalhes sobre nossos planos, vamos voltar ao começo de tudo. A primeira vez que vi sobre a imigração para o Canadá foi em 2004, num cartaz na Aliança Francesa (onde eu estudava na época) sobre o processo de Quebec. Achei interessante no momento mas não dei muita atenção para isso. Em 2006, quando o Miguel tinha apenas 1 mês de vida, o Leonardo veio com a informação (que não sei de onde ele tirou) da palestra sobre a imigração no Quebec. Ele nos inscreveu e nós fomos conferir. Adoramos, vimos que poderia ser uma boa para nós mas teríamos que: terminar a faculdade e estudar francês. De lá pra cá temos trazido conosco a possibilidade da imigração, continuando nossa graduação e tentando nos assegurar de uma vida aqui também. Como comentei, foram algumas informações que nos abriram novas perspectivas e a possibilidade de começarmos a mexer os pauzinhos. No próximo post explicarei qual nosso plano.